Reserve a data: Em junho, evento sobre documento eletrônico em Belo Horizonte: e-Doc 2012, participe!

Especialistas, gestores, futurólogos e curiosos estão fazendo suas apostas: Quanto tempo mais durará o uso do papel? No meu olhar, a resposta depende do comprometimento de quem responde.

Se for um gestor atrasado dando sua opinião ele dirá: durará mais 10 anos. Se for um representante dos fornecedores de solução em digitalização a resposta será: o papel já era. Se perguntarmos a um historiador sua resposta utópica será: o papel nunca acabará.

E se perguntarmos a um Arquivista? Bem então a resposta poderá ser bem mais poderada… Eu diria simplesmente depende da consciência social de todos. Quanto ao tempo depende da existência de uma política de arquivos ou Gestão Documental, do respeito a ela, de sua difusão ampla e aberta dentro da instituição, de sua implementação efetiva, mesmo diante de contrariedades e ideologias.

Depende, outrossim, da visão e sensibilidade do gestor, da boa vontade dos envolvidos e do respeito ao patrimônio documental, não como simples papel, que degenera com o tempo, mas como um registro orgânico das atividades de uma instituição que merece ter um tratamento arquivístico profissional. Nessa linha destaca-se a representação digital (*) dos documentos definidos como arquivos permanentes, em nome da integridade e preservação da informação, da eficiência do fluxo informacional, da transparência, da acessibilidade e do respeito ao Direito de Acesso, em tempos do novo aculturamento cidadão oportunizado pela LAI – Lei de Acesso à Informação, que entrará em vigor no dia 16 de maio, p.v.

Não precisa ser futurólogo, nem ter trabalhado durante mais de 3 anos na Riocell, como esse blogueiro para ver que a redução do uso do papel é uma tendência que tem evoluído globalmente. Em muitas unidades judiciárias, o processo eletrônico já nasce em meio digital, e, o que é em papel, tem sido digitalizado por demanda – imagine o que isso agrega em economia de recursos e celeridade!!! A Nota Fiscal eletrônica já é uma realidade da e-governança, em muitos estados. A maioria das universidades federais já estão com seu acervo em meio digital e a quase totalidade de seus documentos oficiais estão em meio digital, podendo ser emitidos pela Internet.

Um outro registro que serve de referencial é o abandono do uso de papel fotográfico, tanto que a Kodak americana pediu concordata recentemente, tudo por causa da mudança radical de paradigma do suporte físico para o meio digital. Para mim, não há dúvida, até mesmo na esteira da consciência ecológica, sustentabilidade e economia do meio ambiente, o uso do papel implica em derrubar mais árvores. Implica também, em certa medida, em gerar dificuldade e complexidade na celeridade do atendimento ao Direito de Acesso, quando não viabilizado pela instantaneidade da Internet.

Se o futuro pode ser sem papel, então que ele chegue tão logo possível, mas não antes de uma inclusão digital mais ampla e democrática!

Para saber mais: Lei de Acesso à Informação no Portal da CGU – Cartilha, FAQ e Dicas…
(*) terminologia recomendada pelo CONARQ para documentos digitalizados. Acesse a recomendação em PDF no link: RECOMENDAÇÕES PARA DIGITALIZAÇÃO DE DOCUMENTOS ARQUIVÍSTICOS PERMANENTES

Essas e outras questões recorrentes serão abordadas no evento: eDoc 2012, que congregará especialistas renomados na área. Abaixo o banner do evento:

Re-editado em 12-5-12 | 8:44 a.m.

Sobre Jackson Guterres

Sou um Cientista Cristão brasileiro atuando como Praticista da Ciência Cristã na cidade de Salvador, capital da Bahia, no Brasil.
Esse post foi publicado em DOCUMENTO ELETRÔNICO, E-DOC 2012 EM BH, FUTURO SEM PAPEL, GED - GESTÃO ELETRÔNICA DE DOCUMENTOS, GESTÃO DA INFORMAÇÃO e marcado , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Uma resposta para Reserve a data: Em junho, evento sobre documento eletrônico em Belo Horizonte: e-Doc 2012, participe!

  1. O caminho para que a digitalização se reflita em sinônimo de extinção imediata do papel está diretamente ligada ao empenho do poder público em querer diminuir os custos da autenticação digital, o maior entrave para que muitos a adotem em maior escala.

    Qualquer empresário tem ciência de que a imagem de um documento é a forma mais prática e eficiente de conduzir e armazenar as informações, mas, quando dizem a ele que deverá ainda manter os seus documentos originais em papel por garantia de algum requerimento comprobatório de autenticidade e ao deparar-se com os custos de certificação (autenticação digital) auferidos pelos Cartórios, estes empresários acabam por desistir de aplicar a digitalização em seus processos documentais.

    Percebam que, estou falando aqui da autenticação de documentos que toda empresa ou órgão público recebe de terceiros, ou seja, não produzidos por estes e que, portanto, não podem eles simplemente atribuirem a Certificação Digital com os seus E-CNPJ ou E-CPF, tarefa esta que depende de uma Certificação de Fé Pública, de alçada dos CARTÓRIOS DE NOTAS ou RTDs.

    Pergunto, porque podemos autenticar digitalmente um documento na região Norte/Nordeste com valores muito abaixo da tabela de autenticação da região Sudeste, uma vez que o respaldo legal desta autenticação é abrangente a todo o território brasileiro? A assinatura de fé pública vale mais ou menos monetariamente dependendo de sua região, mas tem o mesmo valor de respaldo jurídico em qualquer lugar do Brasil? Como pode isso?

    Enfim, continuamos esperando.

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