Revoluções 360º da Web!

Ciberespaço público por Lee Jordan

Ciberespaço público. Foto de Lee Jordan

Por que a Web poderá desencadear o maior boom de construção na história?

O surgimento de navios, trens e carros transformaram as cidades e a maneira que vivemos. Agora, é a vez da Web. Por Bill Davidow | postado em 25 de fevereiro de 2011 às 8:05 EST | Menlo Park, Calif. —

A Internet já remodelou nosso espaço mental. Graças à Web, a maneira que lemos, recordamos e relatamos é muito diferente de como era há 15 anos atrás. Hoje, uma mudança ainda maior está em progresso. A Internet está para mudar nosso espaço físico. E esta maneira pode bem marcar o início do maior boom de construção na história humana.

Isso vai além da colocação de cabos de fibra ótica para chegar a todos os lares. Ela vai acarretar na reconstrução de nossas cidades, subúrbios, locais de trabalho e lojas e nossos lares. A melhor notícia de todas é que os empregos necessários para realizar estas mudanças serão empregos locais com salários altos, separados da competição estrangeira de salários baixos.

Todo avanço importante na maneira com que nos interconectamos gerou um bom de construção.  A civilização exige uma infraestrutura física diferente para um total benefício da nova tecnologia.

Conexões promovem crescimento

No passado, o advento das carroças, animais domesticados e navios-petroleiros possibilitaram as primeiras cidades. Eles foram necessários para levar alimentos e combustível para dar suporte às vidas dos residentes das cidades.  Séculos depois, veleiros que podem cruzar oceanos e trazer mercadorias exóticas levaram ao crescimento de grandes portos como Nova Iorque, Londres, Veneza e Gênova.  A ferrovia que precisou da construção de milhares de milhas de trilhos, mudou a configuração das cidades e impulsionou o desenvolvimento dos subúrbios perto das principais estações de trem. Também levou à criação de cidades industriais como Manchester, Inglaterra e Pittsburgh, com seus bairros pobres da classe operária – um efeito colateral desagradável.  Mais recentemente, os carros criaram um boom de construção – autoestradas, shopping centers, prédios comerciais fora da cidade e subúrbios.

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A Internet, a tecnologia mais poderosa de interconexão, similarmente, conduzirá tremendas mudanças em nosso mundo físico.

Muita de nossa infraestrutura atual é realmente uma informação proxy. Vamos ao escritório para comunicarmo-nos com outras pessoas, acessar nossos arquivos e facilitar a interação entre clientes e operações de negócios. Vamos às lojas de varejo para descobrir o que está disponível, verificar preços e ver como é a mercadoria. Mas, se podemos movimentar a informação de forma mais barata, há menos necessidade destes locais ou de nossa presença física ali.

A presença física é muito cara. É muito caro sair de onde você mora e ir para onde você trabalha ou a uma loja. O escritório e o espaço de varejo são caros de construir, alugar e manter. Manter o espaço fresco no verão e aquecido no inverno, e limpo todo o tempo, também é caro.

Quando eu faço compras no espaço virtual, reduzo a necessidade de livrarias, farmácias e muitas outras funções. Muitas funções de varejo encolherão a um tamanho minúsculo ou evaporarão. Você lembra de quando os agentes estavam por todo o lugar?

Hoje, nosso escritório é nosso computador. A correspondência física e a necessidade de classificá-la e entregá-la é menos importante. A maioria dos nossos arquivos são eletrônicos. Muitos de nós passam pouco tempo em nossas mesas no escritório e mais tempo trabalhando em casa. Muitas empresas estão fazendo seus empregados compartilharem o espaço no escritório ou fazendo escritórios menores e compartilhando o espaço de conferência.

Há muitos processos de negócios que podem ser realizados com mais eficiência e podem ser planejados para ocupar menos espaço. Menos escriturários são necessários para um processamento de pedidos.  As funções de comprar podem ser otimizadas. Usar o sistema de informação para gerenciar a cadeia de suprimentos e chão de fábrica reduz a necessidade de espaço para produção e armazenagem.

A implicação de tudo isso está bem clara. Se pudermos movimentar a informação de forma mais barata e rápida na Era da Internet, então, será necessário menos espaço per capita para o varejo, fábricas e escritórios.

Muito do espaço existente será, assim, adaptado.  Os prédios de escritórios e os shopping centers serão derrubados e transformados em prédios de apartamentos – um bom na construção adaptada.  Isso já está acontecendo em cidades periféricas (edge cities) como Tysons Corner, Virgínia, EUA. Mas eu suspeito que seja apenas uma pequena porção do boom da construção.

Muitas de nossos lares e bairros foram construídos para tirar vantagem de uma economia centralizada nos carros. Eles são simplesmente mal-adaptados para aproveitar uma economia baseada na Web, portanto, uma maior migração de trabalhadores americanos – juntamente com a construção que isso envolve – está a caminho.

Em uma escala modesta, como a maioria de nós passa mais tempo trabalhando de nossas casas, vamos querer melhores espaços de home-office para acomodar computadores, mesas, e outros equipamentos de escritório – uma renovação razoavelmente básica.

Como haverá menos necessidade de viagens, o transporte público ser tornará mais valorizado e mais prático, especialmente se permitir que as pessoas desistam de uma carro caro. Se eu só vou ao escritório duas vezes por semana, por que não entregar meu carro e tomar um trem com uma boa conexão sem fio? Isso aumentará a demanda por transporte público e levará a mais construções.

Cidades “walking-friendly”

Em uma escala maior, há uma boa chance de que a Era da Internet incite muitos de nós a viver em cidades “walink-friendly” – cidades que estimulam o caminhar, oferecendo, por ex., segurança, mobilidade. Esta migração nos motivará a reconstruir nossas cidades na imagem da falecida teórica urbana Jane Jacobs, com bairros mistos, onde as pessoas podem morar, trabalhar, comprar o básico, comer fora e se divertirem a uma curta distância de suas casas e apartamentos. Com a Internet nos suprindo com bastantes opções de trabalho, compras e entretenimento, este tipo de estrutura de cidade se torna atraente. Desta forma, nossas cidades serão adaptadas para a Era da Internet, assim como as ferrovias fizeram as cidades se adaptarem na Era Industrial.

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É seguro assumir que as viagens virtuais se tornarão mais baratas e mais eficazes e que as viagens físicas custarão mais e serão menos convenientes. Ainda, como é muito fácil e barato movimentar a informação, haverá menos necessidade de viagens físicas. Por que pegar um avião, quando você pode fazer uma videoconferência de sua casa?

Da mesma forma que Henry Ford pode não ter previsto a ascensão do cinemas drive-in quando ele inventou o Model T, a Era da Internet produzirá mudanças em nossa paisagem física que não podemos antever neste momento. E outras mudanças que esperamos que talvez nunca aconteçam, ou que aconteçam de uma maneira diferente. Mas o que tenho certeza de que acontecerá é que a Internet conduzirá a restruturação física da nossa sociedade. Quanto antes começarmos a construir a sociedade com uma infraestrutura física sintonizada com a Era da Internet, mais cedo nossa economia reviverá e os empregos começarão a aparecer.

Bill Davidow é executivo da indústria de alta-tecnologia e um investidor especulativo há mais de 30 anos. Esse artigo é baseado no seu último livro, “Overconnected: The Promise and Threat of the Internet.” (Superconectado: A Promessa e a Ameaça da Internet)

Tradução Profissional: Leila Kommers, Porto Alegre-RS Fonte original: Why the Web may unleash the largest construction boom in history

Sobre Jackson Guterres

Sou um Cientista Cristão brasileiro atuando como Praticista da Ciência Cristã na cidade de Salvador, capital da Bahia, no Brasil.
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